quarta-feira, 28 de março de 2007

O ETERNO RETORNO DE NIETZSCHE E A MÚSICA

Pensei numa metáfora musical para essa bela teoria: as notas musicais (limitadas, não infinitas) produzem quase infinitas combinações de músicas. Porém, se considerarmos o tempo infinito, com certeza algumas músicas se repetirão. Serão idênticas as sequências de notas musicais.

As forças Nietzchianas são como as notas musicais. A disputa das forças, seguindo a vontade de potência, se também considerarmos o tempo como infinito, forçosamente se repetirão. Logo, como tudo são jogos de forças para Nietzsche, tudo está retornando eternamente, já que o tempo não tem começo ou fim.

(Fabio Rocha)

2 comentários:

João Félix disse...

Brilhantemente esclarecedora a metáfora que você utiliza nesta análise (Eterno Retorno...), Fábio; parabenizo-lhe por isso.

Eu diria, Fábio, que as combinações de músicas são infinitas,pois o tempo é, de fato, infinito.Tais combinações são uma função do tempo, pois depois de combinações simples, teríamos combinações compostas e assim por diante no tempo... Mas penso que o eterno retorno não é linear, digo, as combinações só são perceptíveis se tomadas de forma descontínua, pois se não fosse assim, teríamos apenas uma combinação com duração infinita. Que acha?

Fabio Rocha disse...

Obrigado, João!

Você disse "Mas penso que o eterno retorno não é linear, digo, as combinações só são perceptíveis se tomadas de forma descontínua, pois se não fosse assim, teríamos apenas uma combinação com duração infinita. Que acha?"

Acho que você pensou a questão de outra forma, mais difícil de ver para mim. Pois buscar uma totalidade em algo sem começo nem fim será válido? Concordo que as combinações só são perceptíveis tomadas de "forma descontínua" como você falou, mas como seria o oposto? Como ouvir uma música de 5 minutos em um segundo? Não consigo imaginar uma "combinação" com duração infinita, mas apenas sequências de notas musicais finitas que acabarão por se repetir (infinitas vezes), dado que o tempo é infinito.

Diga o que acha também.

Abraços